Entender o sucesso do filme não é muito difícil para uma plateia que viu no ano anterior o fraco "Quem Quer Ser Um Milionário" ser consagrado como o melhor filme do ano. De acordo com a crítica da época, era um filme que dialogava com seu público, falava sobre a esperança quando o mundo vivia uma grave crise financeira e mostrava que qualquer um até mesmo um slumdog, do título original, poderia vencer e conseguir não só o dinheiro mas a garota dos seus sonhos.
E é exatamente esse argumento que me fez comparar o sucesso do filme de D. Boyle com o terceiro filme do sempre superestimado Jason Reitman (Juno, Obrigado por Fumar). Muito se disse que o filme de Reitman fala diretamente com as vítimas da crise financeira, com as inúmeras pessoas desempregadas nos últimos anos, com quem aceitou um emprego por estabilidade e desistiu de correr atrás de seus sonhos blá, blá, blá.
Isso poderia até ser um ponto positivo se para conseguir isso, Reitman não co-escrevesse (o roteiro também é assinado por Sheldon Turner) um roteiro que mais parece um livro de auto-ajuda barata. Para exemplificar o tom de "reflita sobre sua vida", " qual o pesos das escolhas que fazemos" etc, basta assitir o primeiro teaser trailer do filme, que traz uma cena do longa, uma das muitas palestras dadas por Ryan Bingham (Clooney) no filme.
E já que estou escrevendo sobre Clooney, seu personagem é um homem que vive viajando pelos EUA, para demitir pessoas, e além disso dá algumas palestras sobre as conexões que fazemos ao longo da vida e como esses relacionamentos, coisas que compramos pesam e de certa forma só servem para nos manter presos. É até um personagem interessante, fiquei curioso para ler o livro no qual o filme foi adaptado, mas não dá para negar que Clooney tem feito o mesmo papel que em 11 homens, Queime Depois de Ler, Conduta de Risco e outros.
Falando em atuação, PELOAMORDEDEUS, o que a academia viu na Anna Kendrick, ela simplesmenete é a pior coisa em um filme ruim, isso tem que significar alguma coisa!!! Se era para indicar ela a melhor atriz coadjuvante que fosse por Lua Nova, sério, ao menos no Lua Nova ela não aparece e não tem tempo para mostrar como é fraca, coitada. Assistam o filme e julguem por vocês mesmo, não estou senedo cruel, realista no máximo, rs.Mas eu estaria sendo injusto se não fizesse o elogio que realmente deve ser feito quando se fala nesse filme: a atuação de Vera Farmiga, ela faz Alex Goran, uma versão feminina da personagem de Clooney, como disse nas maõs de um bom ator/atriz....
Outra coisa importante, usar não atores, pessoas que foram demitidas na vida real, para mostrar uma "emoção verdadeira" é um truque sujo e de uma ética duvidosa senhor Reitman, e até poderia ter funcionado se isso não fosse usado de forma tão gratuita o filme todo.
Veredito: Esse filme definitivamente não mereceria em um mundo belo e justo entrar na lista de melhores filmes, por ele a lista seria morte e de uma maneira à-là Jogos Mortais. Para não chegar a tanto, vamos eliminá-lo e deixa lista em paz, coitada...
Por Walter Neto

