sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Amor Sem Escalas ou como o George Clooney faz o mesmo personagem desde sempre.

Por muito tempo, Amor sem escalas (Up in The Air), foi considerado o franco favorito para as principais premiações do cinema. Muito se falou desde suas primeiras exibições, e muitas indicações eram esperadas. Bem, as indicações vieram, mas as vitórias, graças a Deus, não aconteceram em grande número até agora.

Entender o sucesso do filme não é muito difícil para uma plateia que viu no ano anterior o fraco "Quem Quer Ser Um Milionário" ser consagrado como o melhor filme do ano. De acordo com a crítica da época, era um filme que dialogava com seu público, falava sobre a esperança quando o mundo vivia uma grave crise financeira e mostrava que qualquer um até mesmo um slumdog, do título original, poderia vencer e conseguir não só o dinheiro mas a garota dos seus sonhos.

E é exatamente esse argumento que me fez comparar o sucesso do filme de D. Boyle com o terceiro filme do sempre superestimado Jason Reitman (Juno, Obrigado por Fumar). Muito se disse que o filme de Reitman fala diretamente com as vítimas da crise financeira, com as inúmeras pessoas desempregadas nos últimos anos, com quem aceitou um emprego por estabilidade e desistiu de correr atrás de seus sonhos blá, blá, blá.

Isso poderia até ser um ponto positivo se para conseguir isso, Reitman não co-escrevesse (o roteiro também é assinado por Sheldon Turner) um roteiro que mais parece um livro de auto-ajuda barata. Para exemplificar o tom de "reflita sobre sua vida", " qual o pesos das escolhas que fazemos" etc, basta assitir o primeiro teaser trailer do filme, que traz uma cena do longa, uma das muitas palestras dadas por Ryan Bingham (Clooney) no filme.



E já que estou escrevendo sobre Clooney, seu personagem é um homem que vive viajando pelos EUA, para demitir pessoas, e além disso dá algumas palestras sobre as conexões que fazemos ao longo da vida e como esses relacionamentos, coisas que compramos pesam e de certa forma só servem para nos manter presos. É até um personagem interessante, fiquei curioso para ler o livro no qual o filme foi adaptado, mas não dá para negar que Clooney tem feito o mesmo papel que em 11 homens, Queime Depois de Ler, Conduta de Risco e outros.

Falando em atuação, PELOAMORDEDEUS, o que a academia viu na Anna Kendrick, ela simplesmenete é a pior coisa em um filme ruim, isso tem que significar alguma coisa!!! Se era para indicar ela a melhor atriz coadjuvante que fosse por Lua Nova, sério, ao menos no Lua Nova ela não aparece e não tem tempo para mostrar como é fraca, coitada. Assistam o filme e julguem por vocês mesmo, não estou senedo cruel, realista no máximo, rs.

Mas eu estaria sendo injusto se não fizesse o elogio que realmente deve ser feito quando se fala nesse filme: a atuação de Vera Farmiga, ela faz Alex Goran, uma versão feminina da personagem de Clooney, como disse nas maõs de um bom ator/atriz....

Outra coisa importante, usar não atores, pessoas que foram demitidas na vida real, para mostrar uma "emoção verdadeira" é um truque sujo e de uma ética duvidosa senhor Reitman, e até poderia ter funcionado se isso não fosse usado de forma tão gratuita o filme todo.

Veredito: Esse filme definitivamente não mereceria em um mundo belo e justo entrar na lista de melhores filmes, por ele a lista seria morte e de uma maneira à-là Jogos Mortais. Para não chegar a tanto, vamos eliminá-lo e deixa lista em paz, coitada...


Por Walter Neto

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Preciosa ou como até mesmo as maiores jornadas começam com um passo.

PRECIOUS
Ninguém me ama. (...)

MS. RAIN
As pessoas te amam sim Precious.

PRECIOUS
Por favor, não minta para mim Ms. Rain. Amor?!
O amor me violentou, me bateu, me chamou de animal, me deixou doente
e me fez me sentir uma inútil. Já tive bastante amor

(Trecho do roteiro de Precious por Geoffrey Fletcher)

O primeiro filme escolhido para ser comentado da lista dos dez indicados ao prêmio máximo do Oscar, foi escolhido por ser o que mais me emocionou e para mim, o mais honesto dos indicados.
Precious, é um filme honesto, por simplesmente não tentar ser mais do que é. Esse é um filme que ainda que tenha suas falhas, e elas existem, consegue passar a sua mensagem. Mensagem essa, bem destacada pelo emocionante discurso de Mo'nique ao ganhar o Globo de Ouro de atriz coadjuvante pelo filme, dizendo que é hora das Precious do mundo todo se sentirem seguras para falar o que estão sofrendo.

O filme é baseado no livro "Push" de Saphire, conta a história deClaireece Precious Jones, uma jovem de 16 anos, obesa, com problemas na escola, que foi constantemente abusada pelo pai e que dele já teve um filho e está grávida do segundo, e lida com uma mãe violenta que concentia com os abusos que ela sofria.

A história dura de Precious só não é algo insuportável de assistir tamanho sofrimento contido na história, pois o diretor Lee Daniels alterna as cenas de abuso e violência sofrida pela protagonista, com momentos lúdicos, onde vemos os sonhos de Precious, e entendemos que é entrando nesse mundo que existe na sua cabeça que ela consegue sobreviver a sua dura rotina.

PRECIOUS (V.O)
Eu gosto do Sr. Wicher. Eu finjo que ele é meu marido e que nós moramos
em uma casa Weschesser, onde quer que Weschesser fique. Eu posso ver nos olhos dele que ele
gosta de mim também.

Mas o uso desses "desejos/sonhos" da protagonista acabam se tornando um defeito do filme quando são usados em exagero. O truque funcionou bem uma vez, mas não siguinifica que sempre vai funcionar. Não tem como querer tornar "mais leve" uma história que por si só já é forte. Outro erro do diretor, é decidir iluminar a escola "Each one Teach One" de uma forma tão intensa, para passar a ilusão de que a salvação se encontra ali, mas isso não é tão simples, como a própria Ms. Rain, professora da Precious diz, é apenas um passo. Esse recurso soa barato, e desnecessário, a casa de Precious é sempre escura e a escola sempre muito iluminada, creio que o público chegaria a essa conclusão sozinho.


O que faz de Precious uma experiência cinematográfica válida é a força das atuações e dos diálogos apresentados. Mo'Nique cria uma personagem que na mão de uma outra atriz poderia virar um monstro unilateral. Não me entendam mal, o filme em momento algum busca justificar os erros dessa mulher que de uma boa mãe se transformou em um monstro para sua filha. Mas a interpretação de Mo'Nique faz com que sua personagem tenha várias camadas. E todo e qualquer elogio é pouco para Gabourey Sidibe que tira o máximo possível do seu texto e de sua personagem. è impossível não se emocionar com as cenas de Precious tentando ler, repetindo o alfabeto para seu filho na barriga, ou a cena em que ela revela que contraiu do pai o vírus do HIV.

Veredito: Por Precious a lista em questão continua viva, e muito viva. É sempre maravilhoso ver o cinema cumprindo com sua função social, sendo mais do que um simples entreterimento. Com Precious o cinema é maior do que a tela de projeção como fica evidente na mensagem final do filme, uma simples dedicatória que comove qualquer um que tenha visto o longa:

"Para todas as garotas preciosas "

Por Walter Neto

Primeiro post....

Apesar de estudos recentes apontarem que os jovens não ligam mais para o blog, eu e mais dois amigos decidimos começar esse. E para falar a verdade quem se importa com os teens de hoje.
Sobre o blog, ele é basicamente um lugar onde listas serão postadas e testados, livros como 1001 livros, filmes lugares, dias serão avaliados por gente louca o suficiente para querer ver tudo o que está neles e dizer se vale a pena ou não e se não valer tentar criar uma lista melhor.

Ah! O mundo das listas é um mundo injusto, sempre muita coisa boa fica de fora. Daí a idéia de fazer esse blog, mas não venha esperando justiça num site de copilação de listas injustas, rsrsr

Ah2!! A primeira lista será a dos 10 filmes indicados a melhor filme pelo Oscar, essa que já figura no primeiro lugar do mundo das listas injustas